sábado, 26 de janeiro de 2008

Aquecimento Global ou Guerra de Interesses? (Parte 3)

Tem sido cada vez mais interessante coletar as peças desse quebra-cabeças.
Aqui e ali vão surgindo notícias, imagens, gráficos os quais, cada vez mais, vão sugerindo que há muita manipulação dos fatos por parte dos alarmistas do "derretimento global".

Esta parte da série mostrará uma animação e uma notícia de revista científica. A primeira, surpreendentemente, ilustra contradições de dados da própria NASA e entre a NASA e a EMBRAPA. A segunda revela achado inédito na Antártida.

O Goddard Space Flight Center da NASA e seu Scientific Visualization Studio são fontes muito interessantes de dados e imagens. Foi nesse site que encontrei a série histórica apresentada na "Parte 2". Agora encontrei uma animação, que pode ser vista no Windows Media Player, mostrando a concentração de Dióxido de Carbono (CO2) na Terra registrada em Julho de 2003.


video

As imagens foram feitas em infra-vermelho pelo satélite Aqua, o mesmo da "Parte 1" que mostrava altas emissões de Monóxido de Carbono na Amazônia em 2005. Aqui pode-se notar baixos índices de CO2 (em azul) em todo o Brasil e altos índices (em vermelho) no Hemisfério Norte. Os contornos continentais não estão bem definidos mas podem ser identificados com um pouco de atenção.

Neste mesmo mês e ano (Jul/2003) a EMBRAPA detectou 19.501 focos de queimadas na área, 29.778 focos em Agosto e 57.892 focos em Setembro. Esses meses, geralmente, são os de maior incidência de queimadas em Mato Grosso, Rondônia e Tocantins por serem meses secos do inverno brasileiro.

Em 2005, ano em que foram detectadas altas emissões de CO pelo Aqua, a situação não se altera muito nesses 3 meses de inverno:

O segundo tópico desta parte se refere a notícia publicada no Science Daily e na Science dando conta da primeira evidência de uma erupção vulcânica subglacial na Antártida em uma área onde a camada de gelo vem se alterando mais rapidamente.

Usando um radar aéreo, cientistas do British Antarctic Survey (BAS) descobriram uma camada de cinzas subglacial que se extende por mais de 20.000 Km² no Oeste antártico. O vulcão teria entrado em erupção há 2.000 anos atrás e permanece ativo.

Os pesquisadores acreditam que essa tenha sido a maior erupção vulcânica na Antártida nos últimos 10.000 anos, tendo aberto um considerável buraco na camada de gelo e lançando cinzas e gases a mais de 12 Km de altura, alcançando o nível 3-4 na escala VEI .

Após uma análise desses 2 novos elementos, ficam algumas perguntas:

1) Como pode um satélite detectar altos índices de CO apenas 2 anos após detectar baixos índices de CO2 em uma mesma área florestal? O que estão queimando na Amazônia, pneus??

2) Uma vez que o número de focos de queimadas em cada mês é relativamente constante ano a ano, como pode a NASA detectar níveis baixíssimos de emissão de CO2 enquanto a EMBRAPA detecta 19.000 focos, ambas em Julho de 2003?

2) Essa erupção vulcânica agora descoberta na Antártida não seria a primeira de muitas outras a serem descobertas, uma vez que existem vários vulcões ativos nesta parte da Antártida? Não seria essa a causa mais importante do derretimento das geleiras antárticas?

A busca continua...
Tenho certeza de que em breve novas peças serão encontradas nesse vasto mundo de informações que é a Internet.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Aquecimento Global ou Guerra de Interesses? (Parte 2)

Na primeira parte desta série questionamos a forma como as informações científicas são divulgadas e os interesses envolvidos em determinados assuntos.

Nesta segunda parte iremos mostrar uma série de imagens disponibilizadas pela Nasa no Goddard Space Flight Center cujos cientistas monitoram dados colhidos anualmente sobre a temperatura global.
Segundo a NASA, a Terra passa pelo período mais quente entre duas Eras Glaciais, o que dura aproximadamente 12.000 anos. Oito dos anos mais quentes registrados se deram na última década. 2005 foi o ano mais quente e 2007 empatou com 1998 em segundo lugar.

As imagens utilizam a seguinte escala de cores, onde quanto mais azul mais frio e quanto mais vermelho, mais quente:



1880 a 1884 - Antes ainda da invenção do motor a explosão, grandes áreas de aquecimento aparecem sobre o Estreito de Behring e parte da Sibéria, regiões praticamente desabitadas. Enquanto isso, grande área de esfriamente se estende do Canada ao Leste da Europa, mostrando que o Ártico é capaz de abrigar grandes variações de temperatura. Área de aquecimento já é vista na Antártida totalmente desabitada.

1886 a 1890 - Apenas 2 anos após os registros acima o Ártico sofre grande resfriamento. Inicia-se uma área de aquecimento no Atlântico Norte, entre a Europa e o Canada, que perdurará por décadas. Permanece a mesma área de aquecimento na Antártida que também durará por mais de 50 anos. O Sul da África sofre considerável esfriamento.

1896 a 1900 - Aumenta o esfriamento no Ártico enquanto retorna o aquecimento siberiano. Interessante "mancha" de esfriamento ao Norte da América do Sul (Venezuela/Colômbia) bem como o cinturão de aquecimento no Pacífico Equatorial característico do fenômeno "El Niño". O esfriamento ao Sul da África se transforma em aquecimento em apenas 6 anos.

1906 a 1910 - Esfriamento global. Pequenas áreas de aquecimento no Ártico. O Sul da América do Sul, antes aquecido, torna a esfriar. Persistem as áreas de aquecimento na Antártida e no Atlântico Norte.

1916 a 1920 - Ainda um esfriamento global com excessão do aquecimento siberiano que se estende além dos Himalaias. A área fria no Norte da América do Sul persiste por 25 anos.

1926 a 1930 - Súbito aquecimento do Ártico, principalmente sobre a Groenlandia. Significativo aquecimento da floresta equatorial africana. Grande esfriamento na Antártida convivendo com a área de aquecimento ao lado, demonstrando variações anômalas de temperatura nos Pólos. Se expande o "El Niño" no Pacífico.

1936 a 1940 - O aquecimento do Ártico se espalha por todo o Pólo Norte, quase que aos mesmos níveis registrados atualmente, descendo até os EUA. Áres de aquecimento no Brasil já duram 10 anos. Diminui o aquecimento na África Equatorial.

1946 a 1950 - Leve diminuição no aquecimento do Ártico. Diminuição também no aquecimento no Brasil e EUA. Grandes áreas de resfriamento na Antártida, desaparecendo a área de aquecimento que se mantinha imutável desde 1880.

1956 a 1960 - Um período de relativa estabilidade, apesar de continuar um leve aquecimento no Hemisfério Norte. Diminui o esfriamento na Antártida.

1966 a 1970 - Apesar de não haverem grandes oscilações de temperatura, nota-se uma inversão de tendência entre os Pólos, com o esfriamento do Ártico e o aquecimento da Antártida.

1976 a 1980 - Permanece certo equilíbrio apesar da área de aquecimento no Alaska e Oeste do Canada. Novo "El Niño" aparente no Pacífico.

1986 a 1990 - Inicia-se um período de aquecimento global com áreas de aquecimento por quase todo o globo terrestre, principalmente sobre o Canada e a Sibéria e parte da Antártida.

1996 a 2000 - Aumentam as variações de temperatura por toda a Terra, apesar do esfriamento do Pólo Sul. Grande área de aquecimento antártico ao Sul da América do Sul.


2003 a 2007 - Enorme variação de temperatura aquecendo o Hemisfério Norte, notadamente o Pólo Norte e áreas subjacentes. Área de esfriamento notada na Antártida ao lado da já existente área de aquecimento. Significativo aquecimento dos oceanos de modo global. Reparem na diferença de gradientes de aquecimento entre um Hemisfério e outro.

Demonstrado isso, cabem agora algumas considerações:

1) Não me perguntem como foram coletados os primeiros dados relativos ao século XIX e início do XX. Certamente não haviam satélites ou estações metereológicas computadorizadas espalhadas pela Terra, mas já haviam algumas coletas de condições climáticas esparsas. Além disso, a Paleoclimatologia, ciência relativamente nova, é capaz de extrapolar e pesquisar condições climáticas de séculos ou milênios atrás através de técnicas como análise de camadas de gelo, troncos de árvores, camadas geológicas e outros métodos;

2) A série histórica apresentada é pequena (pouco mais de 120 anos) se considerarmos que períodos interglaciais duram 12.000 anos. Mesmo assim, já é possível se entender que grandes variações de temperatura podem ocorrer em determinadas áreas em apenas poucos anos, tanto para o aquecimento quanto para o resfriamento;

3) A grande questão: a influência humana no aquecimento global. Pelo que se depreende desses dados, não se pode de maneira alguma afirmar que a atividade humana no planeta influencia direta e fortemente nas mudanças de temperatura globais;

3.1) Em 1880, quando nem o motor a explosão havia sido inventado, já havia enorme área de aquecimento no Ártico;

3.2) De 1936 a 1940 houve um aquecimento no Pólo Norte comparável com o atual, antes de bombas atômicas e da 2ª Guerra Mundial;

3.3) O fenômeno "El Niño" é registrado desde 1877 não tendo, portanto, relação com desmatamentos na Amazônia;

3.4) O período de 1950 a 1980 foi de relativa estabilidade climática apesar de bombas atômicas, usinas nucleares e termoelétricas, crescimento industrial, aumento do desflorestamento e do uso de automóveis e outras atividades danosas ao ecossistema;

Assim, basear as previsões de "Fim do Mundo" em apenas 20 anos de alterações de temperatura é, no mínimo, alarmismo. É óbvio que a atividade humana sobre o planeta gera distúrbios ecológicos localizados e quiçá globais, mas a magnitude desses efeitos bem como sua irreversibilidade ainda não foram suficientemente estudados nem os argumentos catástróficos se sustentam diante de uma análise fria dos fatos históricos.

Novamente fica a pergunta: A quem interessa tanto alarmismo?




terça-feira, 15 de janeiro de 2008

(Des)informação científica?!



Coisas estranhas acontecem na ciência também...

Recebi o resumo diário de notícias do Science Daily e encontrei um artigo sobre um asteróide que cruzaria a órbita da Terra dia 29 de janeiro próximo. Tratava-se do asteróide 2007 TU24 com cerca de 500 metros de comprimento (forma cilíndrica).

Como tanto a Ciência quanto a Inteligência devem ser críticas, passei a pesquisar nos links fornecidos pelo artigo. O primeiro apontava para um Fórum criado especificamente para discutir sobre o asteróide. Lá, o administrador fazia considerações sobre a imprecisão das medidas apresentadas em algumas páginas da NASA que estimavam a passagem do corpo celeste entre 500.000 Km e 146.000 Km da Terra, bem como apresentava suas teorias. Como nenhuma referência havia sobre a credibilidade de tal administrador, continuei as pesquisas na Web e coisas estranhas aconteceram:

1) Ao tentar voltar ao artigo do Science Daily, este havia sumido! Simplesmente desapareceu do site qualquer referência ao 2007 TU24;

2) A página de "Risco de Impacto" do Near Earth Object Program da NASA, atualizada hoje (15/jan), mostra o TU24 como removido da lista de risco;

3) Enquanto isso, a página anterior do mesmo programa relaciona o TU24 como previsto para se aproximar da Terra em 29/jan/08 a uma distância pouco maior que a órbita lunar;

3) Já outra página da mesma NASA, Goldstone Asteroid Schedule, atualizada ontem (14/jan), mostra o TU24 em primeiro lugar da lista, classificado como "Extremely strong target" (grifo deles), aguardando Astrometria;
(Atualizando: em 16/jan foi acrescentado um link para o planejamento de astrometria do TU24, agendado para 5 dias antes de sua maior aproximação)

4) Outra lista, esta da Universidade de Harvard, mostra o TU24 como "Potentially Hazardous Asteroids";

5) O site do Catalina Sky Survey (CSS), da Universidade do Arizona, cujos astrônomos descobriram o asteróide, indica a passagem do TU24 a pouco mais de 140.000 Km (0,00096 UA) da Terra, o que o coloca a menos da metade da órbita lunar.

Bem...este artigo seria intitulado "Asteróide em rota de colisão com a Terra", mas depois de tantas contradições encontradas achei melhor usar este fato para exemplificar como as informações científicas podem ser confusas e imprecisas. A NASA, administradora de incontáveis satélites, programas, equipes e cientistas parece estar "drowning by numbers" ou perdida no meio de tantos dados, incapaz de fornecer informações precisas e confiáveis.

Mesmo que não consideremos as "teorias conspiratórias", já exibidas no cinema, em tais casos de possíveis catástrofes globais, temos de questionar a serventia da Ciência atual para o dia-a-dia da humanidade, e mais ainda a veiculação dessas informações pela mídia. No Brasil, muito pouco ou quase nada de útil é divulgado nas revistas científicas nacionais que, em geral, se limitam a traduzir artigos já publicados internacionalmente. Um exemplo é a revista Ciência Hoje da SBPC , uma coletânea de traduções da Nature , Science e outras.

Assim, ao lerem qualquer notícia mais "bombástica", antes de tudo duvidem, depois pesquisem na Web sobre o que foi divulgado, afinal foi para isso que foi criada a Internet, para difundir conhecimento e idéias e permitir que os fatos se sobreponham aos mitos.


ATUALIZAÇÕES SOBRE O ASTERÓIDE 2007 TU24
(em 29 de janeiro de 2008)

Tendo em vista o enorme interesse de usuários da web, inclusive os de Portugal, e a grande histeria causada pela falta de informações sobre o asteróide, estamos atualizando esse post com as últimas informações disponíveis.

As notícias continuam chegando com grande atraso, principalmente por parte da NASA, principal responsável pelo acompanhamento de asteróides e pela paranóia que assolou a Internet nos últimos dias. Só este blog recebeu mais de 800 visitas exclusivamente sobre o TU24 e era uma das principais referências em língua portuguesa sobre o assunto. A seguir, alguns desdobramentos desde 16 de janeiro próximo passado:

1) O Fórum citado no início se tornou uma "casa de loucos" com todo tipo de teorias absurdas sobre efeitos do TU24 sobre a Terra e conspirações para ocultar a verdade. Não é mais uma fonte confiável. Um fórum brasileiro respeitável e sério sobre Astronomia é o Cosmofórum e nele há um tópico sobre o TU24 bastante esclarecedor;

2) O CEAMIG-REA, em seu Observatório localizado em Minas Gerais, contribuiu para a astrometria do asteróide com 3 observações realizadas em 17 de janeiro. O astrônomo Cristovão Jacques respondeu gentilmente aos emails por mim enviados:

"Estas observações foram feitas após o astronomo do JPL/NASA, Lance Benner colocar uma mensagem (http://tech.groups.yahoo.com/group/mpml/message/20359) na lista de asteroides, solicitando observações astrométrica do dito asteroide. Na primeira oportunidade que tivemos, fizemos as imagens e consequente a Astrometria na noite do dia 17. Era nossa intenção continuar fazendo por mais dias, mas o tempo não permitiu.Voce pode acessá-las pelo site do NEODyS em http://newton.dm.unipi.it/cgi-bin/neodys/neoibo?objects:2007TU24;obs;1;200 As observações do codigo I77, foram feitas no CEAMIG-REA."

"Só complementando, fazemos parte de uma rede mundial de observatórios que monitora os asteróides que passam perto da Terra. O nosso trabalho é fazer uma monitoração dos asteroides recem descobertos que passam perto da Terra. Com estas observações, o pessoal do Minor Planet Center, orgão centralizador destas observações, é capaz de calcular os parametros orbitais e de fazer uma previsão futura de sua trajetória.Quanto maior o arco observado, ou seja, quanto maior o tempo observado desde a primeira observação até a última, maior será a precisão sobre os elementos orbitais. Estas noticias de que uma asteroide pode se colidir com a Terra, tem que serem analisadas com muito cuidado. Somente com mais observações é que se pode ter mais certeza ou não de uma colisão com a Terra."

2) O Goldstone, baseado nessas e muitas outras astrometrias, realizou observações por radar doppler nos dias 23 e 24 de janeiro, obtendo as primeiras imagens, em baixa resolução, do 2007 TU24. As imagens foram divulgadas no dia 25 na página do Goldstone, bem antes da NASA:


A resolução da imagem é de aproximadamente 20 metros por pixel e para a próxima semana está planejada a conjunção de vários telescópios para ser obtida uma imagem de alta resolução;

3) Para os dias 27 e 28 de janeiro estavam agendadas observações pelo Dr. Steven Ostro no poderoso radiotelescópio do Observatório de Arecibo em Porto Rico. O Dr. Ostro é o chefe da equipe de rastreamento de asteróides da NASA/JPL. São esperadas imagens de maior resolução e dados sobre dimensões, rotação, órbita e composição do TU24 mais precisos. Até o momento porém nada foi divulgado;

4) As revistas científicas finalmente acordaram para o asteróide. Nos últimos 3 dias várias publicaram matérias sobre o TU24, mas se limitaram a informações já conhecidas ou a reproduzirem o que é divulgado pela NASA;

5) A NASA parece ter sido duramente criticada pela sua ausência enquanto uma paranóia em massa se espalhava pela web. A falta de informações mais precisas e fundamentadas foi vista por muitos como sendo uma conspiração para ocultar um impacto ou graves efeitos sobre a Terra. Somente no dia 27 a NASA/JPL publicou um resumo sobre o TU24 e colocou a chamada em sua página inicial . O Dr. Don Yeomans concedeu entrevista ontem, 28 de janeiro, véspera da maior aproximação do TU24, dizendo o que já devia ter sido dito há tempos:

Transcript: "There have been some notices on the Internet that have been very incorrect and very misleading. We've pointed out time and time again, that the object is not a threat. It cannot approach the Earth in a threatening manner. It's simply a magnificent scientific opportunity to observe an asteroid this size, this close."

Durante o dia de hoje o 2007 TU24 estará fazendo sua maior aproximação com a Terra e nenhum efeito catastrófico será notado. Outros asteróides bem maiores já passaram bem mais perto e não causaram nenhuma tragédia ou "fim do mundo".

Esperamos para as semanas seguintes maiores detalhes e até imagens do asteróide, mas acima de tudo, esperamos também uma maior divulgação sobre esse e demais eventos que ocorram fora de nossas vistas, pois a verdade é sempre mais segura do que a omissão ou mentiras.


NASA divulga nova imagem do 2007 TU24

Apesar de ter retirado de suas manchetes a chamada para o asteróide, a NASA divulgou novas imagens do TU24 obtidas ontem pelos radiotelescópios de Arecibo e Green Bank, 12 horas antes de sua passagem mais próxima da Terra:



quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aquecimento Global ou Guerra de Interesses? (Parte 1)

Todo o conhecimento adquirido pela humanidade ao longo de sua história sempre foi obtido através da observação.

Observando a Natureza, o Homem criou deuses e a ciência para explicarem o que conseguiam captar com os seus sentidos.
Com o passar dos tempos foram criadas as teorias (tanto divinas quanto científicas) para explicar aquilo que nem mesmo sentíamos nem observávamos mas achávamos (por algum motivo) que existia. Assim foram criadas estórias, lendas, mitos e deuses, bem como as teorias de Einstein, por exemplo, baseadas em pura matemática. Também foram criados instrumentos para substituirem nossos 5 sentidos e computadores para substituirem...nossos cérebros!

Atualmente, enquanto o telescópio Hubble confirma por observação algumas das idéias de Einstein, outras lendas vão surgindo, algumas incrivelmente baseadas na ciência.

A mais recente trata do chamado "Aquecimento Global". Conta que a atividade humana sobre a Terra vem causando o aumento da temperatura do ar e dos oceanos. Tais atividades seriam, basicamente, as que produzem a combustão de matéria orgânica com a consequente liberação de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera, que causaria o chamado "Efeito Estufa", impedindo que o calor acumulado na superfície se dissipasse.
Pois bem...preocupadas com as repercussões práticas de tal aquecimento, potências mundiais resolveram colocar seus satélites a serviço do monitoramento climático global, com óbvio destaque para os satélites norte-americanos administrados pela NASA e NOAA.
Um desses satélites, o Aqua, registrou impressionantes emissões de Monóxido de Carbono (CO) sobre a Amazônia e sul da África, em 30 de setembro de 2005, sendo divulgado em 3 de dezembro de 2007. Reparem na figura:


As áreas em vermelho escuro indicam alta concentração de CO (moléculas/cm2). O site diz ainda que tal se deve "a incêndios florestais e queimadas, com o gás sendo transportado até o Oceano Atlântico".

Bem...aí a coisa ficou preta (sem trocadilho).

1) Um pouco de química básica: segundo a Wikipédia, a reação química da combustão é:

CxHy + (x+y/4)O2 → xCO2 + (y/2)H2O

Traduzindo: a queima de um composto orgânico CxHy (celulose das árvores, p.ex.) na presença de O2 (oxigênio) geraria CO2 (Dióxido de Carbono, gás carbônico) e H2O (água).

Reparem: DIÓXIDO de Carbono e água!! Monóxido de carbono só é gerado em combustões incompletas, pobres em oxigênio. Tudo bem...pode-se até admitir que seja gerada uma quantidade mínima de monóxido em um incêndio florestal, apesar de que a Amazônia pode ser pobre em muita coisa, menos em oxigênio!

Adimitindo-se essa mínima geração de CO, seria essa concentração estupidamente maior do que a geração de CO pelo industrializado hemisfério norte, quando se sabe que automóveis e indústrias são os maiores exemplos de combustão incompleta?? Reparem, na figura, os índices quase zero na Europa e EUA.

2) O site diz que os gases são levados até o Oceano Atlântico. Reparem novamente na figura que essa "nuvem gasosa" se estende pelo Nordeste brasileiro, tomando o rumo do Oceano. Porém, há um problema: as correntes de ar se dão em sentido contrário ao mostrado!

Vejam a figura:

Notem que os ventos "entram" no Brasil pelo Nordeste, vindos do Oceano Atlântico, não ao contrário! Da mesma forma, os ventos "sobem" a costa oeste africana, em direção ao equador. Somente no sul do Brasil e da Argentina as correntes de vento levam do continente para o oceano.

Com isso, ficam algumas perguntas:

1) Por que uma queimada na Amazônia gera mais monóxido de carbono que todos os veículos e indústrias dos EUA?

2) Por que esse monóxido segue caminho totalmente inverso ao já conhecido, na atmosfera?

3) Por que a observação do satélite, feita em 2005, está sendo divulgada agora, no final de 2007?

4) A quem interessa tudo isso?

Esta última eu tentarei responder, ou ao menos dar umas pistas, ao longo da série sobre mudanças climáticas e planetárias, baseado em fatos e dados colhidos na própria Internet e no poder de observação que, felizmente, ainda não me foi subtraído pela mídia.






Feminismo: evolução ou involução?


Percorrendo a net e visitando os lugares que normalmente visito, ao entrar no Jornal de Debates do IG (http://jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?tma_id=1528) deparei-me com o seguinte tema: Feminismo - da Casa de Bonecas à Casa Branca? Fiquei espantada ao ler os artigos publicados pelos usuários, a maioria mulheres, que ainda estão atreladas à ilusão vendida pelo feminismo há quase um século.

Muito se fala sobre o impacto do feminismo em nossa sociedade. Presenciamos hoje uma crescente onda de perda dos valores sociais. Qual a participação das mulheres nesse quadro?

Sempre acreditei piamente na necessidade de escolha da mulher entre trabalhar ou não, ter filhos ou não, se casar ou não. Sem dúvida muita coisa mudou nesse último século em relação às mulheres que hoje tem o direito de votar, escolher os próprios maridos, trabalhar, estudar, dentre tantos outros direitos.

O surgimento da pílula anticoncepcional trouxe à mulher uma situação antes inusitada: ter relações sexuais sem o risco de uma gravidez indesejada. Estava proclamada a independência sexual da mulher.Desde então a escalada na rampa da igualdade com os homens foi constante. Mas qual foi realmente o ganho da mulher em todo esse processo?

De certo que a mulher hoje pode optar entre qual a vida que pretende ter não ficando mais atrelada à vontade dos pais ou de seus maridos. Mas outras tantas mulheres hoje vivem atreladas à necessidade de trabalhar para complementar o orçamento doméstico, situação que foi indiretamente criada pela entrada da mulher no mercado de trabalho. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, houve a depreciação dos salários já existentes. Uma vez entrando uma massa de mulheres ávidas em trabalhar, aceitando salários muito mais baixos do que os pagos ao homem, o mercado naturalmente nivelou os salários por baixo. Resumindo, hoje em dia a mulher obrigatoriamente deve trabalhar, mesmo que seja casada, eis que o salário de seu companheiro raramente será suficiente para manutenção de uma vida confortável.

Outro ponto negativo foi o acúmulo de tarefas pelas mulheres. As feministas lutaram tanto pela liberação e igualdade de direitos e se esqueceram de exigir também a igualdade de deveres. Qual o resultado? Vemos mulheres hoje em jornada tripla: casa, trabalho, filhos. Por mais que a sociedade tenha mudado, a mulher mais acumulou tarefas do que qualquer outra coisa. Mesmo que a mulher que trabalhe fora tenha condições financeiras para contratar alguém que a ajude com o trabalho doméstico, esse alguém ainda será uma mulher. Resumindo: o trabalho doméstico continua sendo uma atribuição da mulher, mesmo que seja uma empregada doméstica.

Mais um ponto negativo dentre tantos positivos: a deterioração de valores da sociedade. A mulher moderna abriu mão de uma de suas funções mais importantes na sociedade: criação dos filhos e formação de seu caráter. Vivemos hoje em uma sociedade caótica, onde as mulheres não tem tempo de conviver com seus filhos tornando-se permissivas devido a culpa gerada pela ausência. O resultado dessa permissividade pode ser visto a olhos nús na nova geração de crianças: hiperativas, descontroladas, carentes, indisciplinadas.
Não sou contra a liberdade da mulher em fazer escolhas. Mas até que ponto hoje em dia trabalhar, se ausentar de casa, esperar até os 40 anos para optar pelo casamento e maternidade, é uma opção? Antes a mulher não tinha a opção de trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro. Hoje, NÃO trabalhar também passou a não ser uma opção. Antigamente era inconcebível uma mulher não ter filhos. Hoje, a mulher apenas se liberta dos grilhões da necessidade de trabalhar (pois já fez seu pé de meia, já ajudou o marido a comprar a casa, etc) aos 40, quando já está imprestável para a maternidade.
Apesar de ser mulher, profissional independente, não posso deixar de reconhecer a culpa do feminismo na deterioração de valores que vemos na sociedade, gerada pela falta de preparo das gerações de crianças criadas por babás ou simplesmente entregues à própria sorte. Querendo se igualar ao sexo masculino a mulher se esqueceu que é fisica e psicologicamente diferente, e abriu mão de seu papel crucial na sociedade: formação do caráter das futuras gerações.