quinta-feira, 27 de março de 2008

Ouro Negro e Água Negra - O Valor da Vida em Dólares

Esse tipo de notícia não é visto no Jornal Nacional nem na CNN ou BBC. Apenas alguns sites informam sobre o tema. Raríssimos são os Jornais que divulgam o caso. A História Oficial (aquela, dos vencedores) dificilmente registrará o que vem ocorrendo atualmente no Iraque invadido, mas seus efeitos com certeza serão sentidos daqui em diante.

Como qualquer um bem informado sabe, a invasão do Iraque pelos EUA e aliados se deu unicamente pela questão econômica do petróleo. Não só para se apoderarem do 2º maior produtor mundial mas também, e principalmente, para evitarem que Saddam Hussein retirasse o lastro do dólar americano, ou seja, passasse a cotar o barril em Euros, acabando com o "petrodólar" e condenando a moeda americano ao seu verdadeiro valor, ou seja, nenhum!

Pois bem...uma vez invadido o Iraque, Bush passou a conviver com o mesmo problema enfrentado pelos presidentes norte-americanos na Guerra do Vietnam: o apoio da população à guerra é inversamente proporcional ao número de "bodybags" (sacos com corpos), ou seja, quanto mais soldados americanos mortos, menor o apoio. Mesmo que a grande massa de soldados seja composta por latinos, negros e imigrantes ilegais (até brasileiros), o povo americano costuma não gostar de ver corpos voltando de guerras.

Sabedor de que a invasão do Iraque não teria curta duração, Bush resolveu então usar uma nova estratégia, que pode custar muito mais caro do que já custa aos EUA: contratar mercenários. Como as baixas entre soldados de aluguel não são contabilizadas pelo Exército dos EUA, esses podem morrer à vontade...e matar à vontade.

Desde 2004 algumas notícias já davam conta da presença de milhares de mercenários contratados por empresas "aliadas" operando no processo de "reconstrução" do Iraque, conforme o Jornal The Independent. Naquele ano eram reportados integrantes das SAS (tropas de elite britânicas), mercenários sul-africanos e até chilenos oriundos do regime de Pinochet.

Ao lado de várias empresas de segurança particular britânicas, que teriam faturado cerca de 800 milhões de libras esterlinas em apenas 1 ano de invasão, destacou-se a empresa americana Blackwater USA (água negra), hoje conhecida como Blackwater Worlwide.

Presente até na Wikipédia, a Blackwater é hoje considerada como o maior exército de aluguel do mundo, treinando cerca de 40.000 pessoas por ano, incluindo militares e integrantes de agências americanas. Fundada por um ex-fuzileiro americano, Erik Prince, esteve presente inclusive em New Orleans, patrulhando as ruas, fortemente armados, logo após a passagem do furacão Katrina em 2005.

No Iraque, em 2004, o interventor nomeado pelos EUA, Paul Bremer, expediu uma ordem que isentava os mercenários operando no país de obedecerem a Lei, dando-lhes uma autêntica "licença para matar", como informa, novamente, o jornal britânico The Independent. Com isso, os integrantes da Blackwater se notabilizaram em assassinatos e todo tipo de violações que os tornaram odiados pelos iraquianos e temidos pelos militares regulares. Em 2007, foram responsabilizados pelo massacre que deixou 20 iraquianos mortos e dezenas de feridos. As ações da Blackwater seguem impunes e com a conivência do governo norte-americano.

Nos EUA pouco se informa sobre essa privatização da guerra. Uma exceção foi a primeira temporada do seriado de TV "Jericho" da CBS, exibido no canal AXN no Brasil, que retrata as ações de tais grupos mercenários em um fictício cenário de guerra civil nuclear nos EUA. Também o candidato à indicação democrata às eleições americanas - Senador Barak Obama - faz referência a tais exércitos privados em seu site, ressaltando a falta de controle das instituições e do povo americano sobre as ações e forma de emprego dos mercenários. O ataque de Obama contra essas milícias o coloca inclusive em risco de atentados, haja vista a "tradição" norte-americana de ter seus Presidentes e candidatos à presidência assassinados ou feridos.

Tudo isso vem sendo feito com o aval e o interesse direto da administração Bush em contratar, equipar e dar suporte a tais tropas de "Soldados da Fortuna". Em um discurso à Nação, Bush declarou:

"Tonight, I ask the Congress to authorize an increase in the size of our active Army and Marine Corps by 92,000 in the next five years. A second task we can take on together is to design and establish a volunteer civilian reserve corps. Such a corps would function much like our military reserve. It would ease the burden on the Armed Forces by allowing us to hire civilians with critical skills to serve on missions abroad when America needs them."

É conhecida a ligação de Bush com a indústria armamentista dos EUA, sua grande financiadora política, e de seu pai, há décadas. Porém, investir diretamente em exércitos privados é um atentado a uma das principais instituições americanas, uma das mais respeitadas e queridas pela população, as Forças Armadas regulares. Dificilmente o povo norte-americano irá cultuar como heróis tais mercenários, por mais que a propaganda da mídia tente fazê-lo, o que não está fazendo.

Assim sendo, esta invasão do Iraque pode estar criando um monstro com o qual todos nós teremos que lidar em um futuro próximo: as Guerras de Corporações. Não serão mais países e populações em conflito e sim grandes empresas e conglomerados econômicos a lutarem por poder ou seu "espaço vital" (Lebensraum, como diria Adolf Hitler). O efetivo militar de uma empresa como a Blackwater, e toda a tecnologia à sua disposição, já são suficientes para enfrentarem muitos exércitos regulares em muitos países. Basta haver um alto lucro a ser obtido, ou quem os financie, que os mercenários estarão prontos para derrubarem governos, ocuparem países e sugarem todas as suas riquezas através de ações de extermínio e terror em massa. Não se assustem se, em breve, vermos o emblema da Blackwater e seus soldados passeando por áreas na Amazônia.

A História não se faz só do passado. O presente cria a História que irá ser contada às gerações futuras. A atual apatia mundial sobre graves problemas que estão surgindo diariamente, e que podem ter seríssimas implicações futuras, só incentiva os detentores de Poder a agirem impunemente. A humanidade já vivenciou tais experiências diversas vezes mas parece não ter aprendido a lição. Iremos legar aos nossos descendentes os horrores gerados pela nossa falta de consciência?

Quando não houver mais o que fazer não adiantará rezar para que "Deus nos ajude"!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Como o Clima desmente os cientistas.

A Climatologia parece ter se tornado menos uma ciência e mais um jogo de interesses, como estamos demonstrando na série sobre o Aquecimento Global. Felizmente, a Natureza é mais "sábia" que os Homens e responde as previsões catastróficas com rapidez e com fatos.


Em outubro de 2007, a conceituada NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) previa um inverno mais quente nos EUA, conforme o gráfico ao lado, em publicação do Science Daily.

As previsões incluiam secas e temperaturas mais altas que a média na maior parte do território norte-americano, creditando ao fenômeno "La Niña" a influência sobre esse aquecimento, prevendo que o inverno seria o mais quente dos últimos 30 anos.

Em 15 de março deste ano, passados os meses de inverno no Hemisfério Norte, a mesma NOAA publica que este foi o inverno mais frio desde 2001 nos EUA e no planeta como um todo.
Ainda que registrando um aumento mínimo de 0,1ºC em relação à média de temperatura do século XX, o inverno passado foi o 54º mais frio desde o início dos registros em 1895. Apenas o Texas e a Costa Leste apresentaram temperaturas ligeiramente superiores à média, com todo o Meio-Oeste, Costa Oeste e boa parte do Norte americano apresentando temperaturas inferiores ou iguais à média.
Também foram registrados aumentos de precipitação na maior parte do território dos EUA. Em algumas áreas do Sudeste a umidade esteve acima da média, enquanto que em outras permaneciam com secas ou dentro da média.

A diferença entre os 2 gráficos, o previsto e o real, é clara e demonstra o quanto as previsões, mesmo feitas com o que há de mais moderno em tecnologias, são falhas.

Conforme já demonstramos na série sobre o Aquecimento Global, as condições climáticas podem se alterar drasticamente em um intervalo de poucos anos. Neste caso, ficou evidente o equívoco de cientistas de um mesmo órgão governamental, estivessem eles guiados por outros interesses ou não.

Como sempre, infelizmente, no Brasil não dispomos de dados atualizados e publicados por órgãos como o INPE ou o INMET que disponibilizem uma série histórica ou uma análise climatológica como a da NOAA, mas, pelo menos para os cariocas e fluminenses, o verão que se encerra foi, sensivelmente, um dos mais frios dos últimos tempos. As temperaturas passando dos 40ºC não foram registradas esse ano, o que era comum em anos anteriores. As chuvas "de verão" foram ocasionadas por frentes frias estacionárias que permaneciam por dias sobre o Sudeste brasileiro, causando quedas de temperaturas.

Enfim, estarão certos aqueles que dizem que caminhamos para uma nova Era Glacial?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Idiocracia: Um futuro não tão distante.

Voces já assistiram o filme Idiocracia (Idiocracy - 2006)?

Lançado como comédia, o filme é muito mais um exercício de realismo fantástico, estando muito mais próximo da verdade do que se possa imaginar. Mesmo sendo hilariante, logo no início apresenta fatos presentes difíceis de serem contraditados. Vejam o vídeo abaixo, apesar das imagens de baixa qualidade, está dublado em português.




Assistiram? É bem engraçado, não acham? Pois é...eu não acho! Na verdade, para mim, a introdução se assemelha mais a um filme de terror dos bem assustadores, ainda mais quando reconhecemos muitas daquelas cenas nos dias atuais.

Para quem ainda não viu o filme todo, um resumo: um burocrata militar de inteligência mediana e baixo posto é escolhido para um projeto que irá congelar 2 seres humanos por alguns anos. O outro escolhido é uma mulher, uma prostituta. Ambos são colocados em câmaras criogênicas, mas por questões políticas e econômicas o projeto é cancelado pelo Governo e os 2 são esquecidos congelados por séculos! Após um acidente, as câmaras são abertas e ambos acordam no ano de 2500, quando tudo está uma bagunça!

O que é assustador na introdução no vídeo acima é a real diferença nas taxas de fertilidade das populações com diferentes graus de instrução. Deixando de eufemismos, os ignorantes se reproduzem muito mais rapidamente do que os mais bem dotados intelectualmente, e isto pode ser facilmente identificado de várias formas, em vários locais do mundo.

Enquanto pessoas mais instruídas, pressionadas por necessidades impostas pela Sociedade tais como progresso profissional e econômico, adiam cada vez mais seu processo reprodutivo (ter filhos), pessoas de baixo grau de instrução não possuem essas mesmas preocupações e se reproduzem a taxas bem mais elevadas.

Vejam o que ocorre na Europa, onde a taxa de fertilidade de naturais de muitos países (Reino Unido, Alemanha, França...) vem decaindo assustadoramente enquanto que a fertilidade dos imigrantes desses mesmos países permanece alta. Aqueles que viajam com frequência já devem ter notado que é muito mais fácil se encontrar um paquistanês, indiano ou chinês em Londres do que um inglês. O mesmo ocorre em Paris com argelinos, marroquinos e demais africanos de antigas colônias francesas.

A grande questão está no fato de que muitos governos não conseguem propiciar educação de qualidade a todos, até mesmo pelo choque cultural que sempre acontece entre populações migrantes e a cultura do país que os acolhe. A taxa de crescimento da população islâmica, por exemplo, na Europa já é 3 vezes maior que a de europeus natos, quer seja por maior fertilidade quer seja pela imigração.

Enquanto na Europa essa situação preocupa governos que procuram uma solução para o problema, em outros países (até continentes) a situação educacional da população não parece importar muito aos governantes. Na grande maioria dos países africanos a cultura tribal ainda prevalece e a única coisa que parece ter mudado em séculos foi com que armas as tribos guerream entre si: antes lanças e escudos, hoje AK-47 e minas terrestres. Antes resumidos a aldeias e pequenas regiões, hoje chefes tribais alcançam o poder em países através de golpes sangrentos apenas para serem derrubados, anos depois, por outro chefe em outro golpe sangrento.

Até mesmo no nosso querido Brasil continental o atual Presidente da República assumiu o primeiro mandato fazendo apologia da ignorância ao dizer que "não era preciso ter diploma para ser Presidente do Brasil..." e vem propagando tal idéia de forma sistemática através do Bolsa-Família que "premia" o número de filhos e não o estudo ou o trabalho.

Assim, iniciaremos agora uma série de artigos através dos quais mostraremos como caminhamos a passos largos para uma autêntica Idiocracia mundial, muito mais destruidora da civilização do que qualquer aquecimento global, asteróide ou guerra nuclear.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Aquecimento Global ou Guerra de Interesses? (Parte V)

Os propagandistas do fim do mundo, também conhecidos como "ambientalistas", agora sugerem que o aquecimento global irá aumentar o número de erupções vulcânicas, terremotos, furacões e outros eventos naturais.

Assim como a maioria dos eco-alarmistas, não possuo formação acadêmica em climatologia ou ciências afins, mas diferentemente deles, não sou estúpido, nem fanático, nem terrorista, portanto irei demonstrar o inverso da teoria apocalíptica, ou seja, a influência de terremotos e vulcões (terrestres e submarinos) nas variações climáticas de curto e médio prazo.

Poucos dados consolidados são achados na web sobre terremotos, principalmente sua incidência histórica ao longo dos séculos e quanto à energia total liberada por cada um deles. Devido a isso, basearei minha tese inicial no grande terremoto de 2004 no Oceano Índico que gerou devastadora tsunami, matando centenas de milhares de pessoas em vários países.

O terremoto, inicialmente sub-avaliado, atingiu magnitude 9,3 na Escala Richter tornando-se o segundo maior já registrado até hoje. Se considerarmos a gigantesca energia liberada de 4,0x10e22 Joules e transformarmos isso em Centigrade Heat Units chegaremos a 2,1x10e19 chu.

Levando-se em conta o volume de água no Oceano Índico chegaremos a conclusão de que o terremoto teria afetado infimamente a temperatura de todo o Oceano, algo da ordem de grandeza de 10e-7. Porém, se usarmos os mesmos valores de energia na área do terremoto (200.000 Km²) verificaremos uma elevação de temperatura localizada da ordem de 0,4ºC, o que se assemelha muito à elevação de temperatura dos Oceanos detectada nas últimas décadas de 0,6ºC.

Portanto, um único terremoto, ainda que gigantesco, teria influência direta na temperatura da água em sua área de ocorrência. O que dizer então das centenas ou milhares que ocorrem anualmente com epicentro localizado em áreas submersas?

O USGS (United States Geological Survey), órgão centralizador de dados sobre terremotos mundiais, reporta um aumento de identificações de sismos desde que sistemas computadorizados de localização de epicentros se tornaram operacionais, em 1960. Ainda assim, pesquisadores pouco atentam para o efeito da liberação de energia sísmica na temperatura dos oceanos, ou pelo menos, pouco se torna público. Preferem publicar especulações sobre variações de temperatura na atmosfera influenciando o movimento das placas tectônicas terrestres. Alguém de bom senso consegue explicar tal absurdo cientificamente?

Outro evento natural que influencia diretamente no clima global são as erupções vulcânicas, tanto para um aquecimento quanto para um resfriamento global. Vulcões "terrestres" (vamos considerar assim aqueles cujas crateras se situem acima do nível do mar) são capazes de expelir enormes quantidades de cinzas, gases e aerosóis (finas partículas) em erupções. Em 1991 o Monte Pinatubo, nas Filipinas, entrou em erupção lançando quantidades astronômicas de aerosóis e gás sulfídrico (SO2) na atmosfera. Em 2005, o pesquisador australiano John Church publicou na Nature sua pesquisa que demonstra que a erupção do Pinatubo causou uma redução de 5 mm no nível dos oceanos devido a um resfriamento global que aumentou o nível das geleiras. Esta redução imediata no nível dos mares explicaria o subsequente aumento detectado de 1993 a 2000 por satélites, a medida que os efeitos de esfriamento fossem diminuindo.

Em 2006, pesquisadores relatam na mesma Nature que a erupção do Krakatoa teria afetado o planeta da mesma forma que o Pinatubo e que essa influência permaneceria por décadas.

Quanto aos vulcões submarinos menos ainda se sabe ou os dados são muito recentes, haja vista que somente no século XX se desenvolveu tecnologias capazes de pesquisas submarinas. Porém, parece que muitos cientistas estão despertando para a importância da atividade vulcânica no leito oceânico, até por termos 2/3 da crosta terrestre submersa.

Algumas descobertas inéditas tem sido feitas, como a publicada em julho de 2007 no NewScientist que catalogou mais de 200.000 cones vulcânicos com mais de 100 m de altura (a contar do leito oceânico) consolidando dados obtidos por sonares em navios. Esta quantidade excede em muito os pouco mais de 14.000 vulcões submarinos identificados por satélites, até então. O estudo estima ainda que possam existir por volta de 3 milhões de vulcões submarinos.

Em dezembro do ano passado, uma equipe do Woods Hole Oceanographic Institution liderada por Adam Soule divulgou as imagens de uma considerável erupção submarina no Oceano Pacífico, próximo ao litoral do México. O mapa sem precedentes foi montado por 50.000 imagens do leito oceânico feitas pelo submarino Alvin e mostra o fluxo de 22 milhões de metros cúbicos de lava. A descoberta foi noticiada pelo Discovery News.


Esta figura mostra dados atualizados diariamente sobre anomalias na temperatura superficial dos Oceanos (clique para ampliar). Reparem que grande parte do mapa mostra uma anomalia negativa de temperatura (resfriamento) das águas. As excessões mais marcantes são justamente as elevações de temperatura no oeste do Pacífico, área do "Anel de Fogo", onde são constantes os terremotos e atividades vulcânicas, assim como no leste do Índico, área do grande terremoto de 2004 e onde 3 outros entre 4,5 e 7,3 M ocorreram há 3 dias atrás.

Essas são só algumas das evidências que estão a provar que terremotos e erupções vulcânicas influenciam muito mais o planeta do que os gases de todas as vacas juntas, diferentemente do que afirmam os eco-ignorantes. São os Oceanos, e não as florestas, os maiores depositários de CO2 do planeta e a temperatura das águas está diretamente relacionada com a maior ou menor liberação desse gás. Da mesma forma, a acidificação das águas através do SO2 liberado em erupções submarinas pode afetar a quantidade de algas produtoras de oxigênio bem como aumentar a liberação de CO2 oceânico.

Com certeza muita há a ser estudado ainda, principalmente o que diz respeito à atividade vulcânica submarina, porém já se pode afirmar que o planeta Terra possui 2 fontes de calor principais, uma externa e uma interna: o Sol e o Núcleo. Sem que se estude a fundo a influência dessas duas fontes no clima global fica no campo das especulações e dos interesses obscuros qualquer afirmação sobre a antropogenicidade das alterações climáticas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Uso excessivo de telefones celulares provoca câncer

Durante séculos o uso do tabaco não foi associado a qualquer doença, sendo mesmo uma tradição em várias culturas e seu cultivo um meio de sustento de alguns países. Hoje já é bem estabelecida a ligação entre o fumo e algumas formas de câncer, principalmente de pulmão, além de outros agravos à saúde.

O uso da telefonia móvel celular é relativamente recente e os estudos até agora realizados não indicavam haver uma relação entre as ondas de radiofrequência por eles emitidas e recebidas e o surgimento de patologias.

Até agora...

Estudo realizado pela médica epidemiologista israelense Siegal Sadetzki, no Gertner Institute for Epidemiology and Health Policy Research no Sheba Medical Center, encontrou uma relação entre o uso constante e excessivo de telefones celulares e a incidência de tumores na principal glândula salivar - a parótida.

O fato do estudo ter sido realizado em uma população israelense é significativo, diz a Dra. Sadetzki: "Diferentemente de povos em outros países, os israelenses foram rápidos em adotar a tecnologia de telefonia móvel celular e continuam sendo usuários excessivos. Portanto, o nível de exposição à radiação de radiofrequência encontrada neste estudo é bem maior do que a de estudos anteriores".

O estudo também encontrou um aumento do risco de câncer em usuários de áreas rurais. Devido ao menor número de antenas, telefones celulares em áreas rurais emitem mais radiação para poderem funcionar eficazmente.

Em geral, o risco de câncer de parótida foi 50% maior em usuários contumazes do que naqueles que não usavam celulares.

A Dra. Sadetzki alerta também para o uso excessivo de celulares por crianças, muitas vezes estimulado pelos pais que querem manter um controle sobre as movimentações dos filhos.

"Algumas tecnologias atuais que usamos carregam riscos. A questão não é se as usaremos, mas como as usaremos", conclui Sadetzki.

Ressalto agora a motivação de muitas pesquisas científicas realizadas nas últimas décadas. Quando foi criada a Aspirina (Ácido Acetil Salicílico), servia para tudo. Virou até anedota médicos receitando Aspirina para qualquer problema de saúde. A seguir descobriram que esse uso indiscriminado e excessivo estava causando úlceras gastro-duodenais e a Aspirina passou a ser uma vilã. Logo após, para reabilitá-la, descobriram seu efeito de diminuição da agregação plaquetária (anticoagulante) fazendo com que fosse recomendada para infartos do miocárdio, passando a ser uma salva-vidas.

Exemplifiquei com a Aspirina para dizer que, também na área de Saúde, existem vários interesses econômicos embutidos nas pesquisas científicas. Até agora não havia sido relatada nenhuma ligação entre câncer e celulares, pelo contrário, os cientistas afirmavam que seus estudos não haviam encontrado qualquer relação entre os dois. Esse estudo israelense pode iniciar uma nova era de "descobertas" sobre o assunto, até porque Israel não fabrica celulares...